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sexta-feira, 10 de março de 2017

Delegado Rafael Vianna recebe livro do Professor Augusto Silva Dias

 
O Delegado Rafael F. Vianna, que atualmente está escrevendo a parte final de sua tese de doutoramento sobre multiculturalismo, uso de psicoativos e tráfico de drogas, recebeu de seu orientador, o Professor Doutor Augusto Silva Dias, um exemplar de sua obra lançada recentemente, Crimes Culturalmente Motivados: o direito penal ante a "estranha multiplicidade" das sociedades contemporâneas
A entrega ocorreu durante uma sessão de orientação, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
O livro, lançado pela Editora Almedina, possui 590 páginas e trata de temas atuais relativos a sociedades multiculturais, responsabilidade criminal e crimes culturalmente motivados (cultural offenses).
 
 
Nas palavras do autor:
O forasteiro (imigrante, refugiado) aparece-nos quase sempre, individual e colectivamente, como um estranho, portador de tradições, rituais e crenças cujo sentido não enxergamos facilmente. A incomunicação, os pré-juízos, os estereótipos, tendem a instalar-se nas relações que mantemos com ele. A integração desse 'outro' é um processo de reconhecimento recíproco, cujo sucesso depende dos esforços dele e da sociedade que o recebe, isto é, da capacidade de ambos para superarem os escolhos da incomunicação e construírem uma cultura cívica comum. As dificuldades agudizam-se quando as tradições, rituais e crenças culturais e ou religiosas que o forasteiro segue colidem frontalmente com as normas jurídico-penais, dando lugar aos chamados crimes culturalmente motivados. Servem de exemplo, a circuncisão de rapazes, a excisão clitoridiana de raparigas, o abate ritual de animais, o consumo de estupefacientes em cerimoniais religiosos, e os homicídios para resgate da honra masculina. Trata-se de comportamentos condicionados pelo factor cultural e/ou religioso, que têm sido objecto de importantes decisões judiciais em vários países da Europa e nos EUA. O livro que o leitor segura nas mãos ocupa-se desta temática. Ela desdobra-se numa série de questões e pode ser abordada de várias perspectivas. A questão central a que aqui se procura dar resposta consiste em saber se a responsabilidade do forasteiro pela prática de qualquer daqueles crimes pode ser determinada numa lógica de reconhecimento e de inclusão e sem perdas ao nível da convicção geral sobre a obrigatoriedade das normas jurídicas, da protecção das vítimas e da coesão da sociedade. Em jogo está, num certo sentido, a capacidade de rendimento da teoria do crime - um esquema conceptual-normativo, de vocação aplicativa, oriundo do labor doutrinal e jurisprudencial, fundado na Constituição e na lei, tradicionalmente utilizado na estruturação e fundamentação da decisão penal - para resolver os conflitos penais típicos das sociedades multiculturais. Um teste que a sujeita ao stress de uma contextualização eivada de 'estranheza', à pretensão fecundante de uma hermenêutica intercultural e à influência de vários saberes, desde a filosofia política à psicologia social passando pela psiquiatria transcultural e pela antropologia. Adoptámos, nesta linha, uma metodologia interdisciplinar atenta aos contributos destas disciplinas para o estudo das práticas e comportamentos do forasteiro dentro e fora da sociedade anfitriã. Deste modo, quisemos vincar a necessidade de abrir a decisão penal ao whole fact e à whole person, com ganhos para a qualidade e a performance da justiça penal, mas também demarcar-nos das perspectivas hipernormativistas e funcionalistas contemporâneas que reduzem a decisão a um exercício de autopoiesis do sistema penal. Mas esta opção metodológica transformou o percurso do livro numa verdadeira aventura do espírito. É essa aventura que pretendemos agora partilhar com o leitor, convidando-o a participar nela.

O livro pode ser adquirido nas livrarias Almedina e FNAC:
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=36307
http://www.fnac.pt/Crimes-Culturalmente-Motivados-Augusto-Silva-Dias/a1009156

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Rafael Vianna publica mais um artigo jurídico-científico: "A evolução da teoria das normas em Kelsen: incompatibilidade da nomodinâmica e da nomoestática"

 
Mais um artigo de autoria de Rafael F. Vianna é publicado em uma revista científica (https://drive.google.com/file/d/0BzLGVZz6I7_UN19pcklwbzRyVVE/view?usp=sharing
Intitulado A evolução da teoria das normas em Kelsen: incompatibilidade da nomodinâmica e da nomoestática, o artigo foi publicado na Revista Acadêmica Augusto Guzzo, vol. 01, nº 18, de janeiro de 2017, revista semestral das Faculdades Integradas Campos Salles, São Paulo.
 
Tratando da norma jurídica em uma perspectiva da filosofia do direito de Kelsen, o artigo proporciona uma revisão de conceitos fundamentais da teoria geral do direito e indica caminhos para se pensar o Direito e as normas. 
O artigo é dividido em 04 partes:
1. A teoria das normas nas diferentes fases do desenvolvimento da filosofia do direito de Hans Kelsen
2. A teoria jurídica estática e a norma jurídica
3. A teoria jurídica dinâmica e a estrutura escalonada do Direito
4. O problema da compatibilização das teorias das normas em Kelsen
E pode ser acessado na íntegra através do link: A evolução da teoria das normas em Kelsen

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Artigo científico de Rafael F. Vianna, "A questão penal do uso religioso da ayahuasca e o multiculturalismo", é publicado


Após proferir uma conferência em Porto Alegre-RS, durante o congresso Sociology of Law on the Move: perspectives from Latin America, organizado pela Unilasalle, em 2015, o delegado Rafael F. Vianna produziu um artigo sobre a questão penal do uso religioso da ayahuasca, intitulado "A questão penal do uso religioso da ayahuasca e o multiculturalismo", sendo este publicado, recentemente, nos anais científicos do congresso.



O artigo está disponível na íntegra para consultas: A questão penal do uso religioso da ayahuasca e o multiculturalismo (pp. 3692-3719).
 
(VIANNA, Rafael Ferreira. A questão penal do uso religioso da ayahuasca e o multiculturalismo. In. Anais do Congresso Sociology of Law on the Move: perspectives from Latin America, Grupo de Trabalho Pluralismo religioso, interculturalidade e laicidade, pp. 3692-3719. Canoas: Unilasalle, de 05 a 08 de maio de 2015, ISSN 2448-1696. Disponível em: <http://www.sociologyoflaw2015.com.br/IMG_SYSTEM/44-GT-pluralismo-religioso.pdf>. Acesso em: xxx). 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Conto "Antes do fim - um pouco de África e de Legião Estrangeira" é publicado em livro

 
O conto Antes do fim - um pouco de África e de Legião Estrangeira, de autoria de Rafael F. Vianna, um dos vencedores do III Concurso Literário "Cidade de Paranaguá", organizado pela Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá, é publicado em meio impresso.
O livro reúne contos e poesias selecionados a partir de um concurso literário que transcorreu ao longo de 2016 e contou com a participação de centenas de candidatos em diferentes categorias.
Participando na categoria Conto Regional, o conto de Rafael Vianna descreve os últimos momentos de um soldado do grupo de reconhecimento e resgate da Legião Estrangeira francesa atuando no continente africano.
 
 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

"Projeto Matriz de Objetivos" é destaque como boa prática em gestão pública e passa a fazer parte de Observatório de Inovação

O Projeto Matriz de Objetivos para Controle Estratégico e de Produtividade em Delegacias de Polícia, desenvolvido e implementado na Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba por Rafael F. Vianna (Delegado de Polícia), Ricardo Blauth (Engenheiro Eletricista e Professor de Administração e Gestão Estratégica da Escola Superior de Polícia Civil do Paraná) e Sebastião Afonso Ferreira Ninja (Investigador de Polícia e Superintendente da DFR à época), é reconhecido como uma boa e inovadora prática em gestão pública pelo Observatório de Inovação em Gestão Pública do Paraná.
O Observatório é vinculado à Escola de Gestão da Secretaria de Estado da Administração e da Previdência do Paraná, sendo responsável por acompanhar, avaliar e difundir boas práticas de gestão na administração pública estadual.


O Projeto Matriz de Objetivos para Controle Estratégico e de Produtividade em Delegacias de Polícia foi idealizado, desenvolvido e implementado ao longo do ano de 2015 e 2016, com resultados positivos na DFR.
O sistema consiste em uma aplicação do Balanced Scorecard (BSC), o qual permite: 
1) definir os fatores críticos de sucesso na atuação da instituição, no caso, da delegacia de polícia e em cada um dos três grandes setores (Delegados, Investigadores e Escrivães);
2) definir os indicadores de produtividade em cada um desses campos;
3) medir os indicadores atuais, ou seja, produzir um raio-x da delegacia, de suas funções e de sua produtividade;
4) a partir desse diagnóstico, planejar as ações que serão feitas e como serão feitas, estabelecendo objetivos e metas;
5) medir a produtividade em diferentes setores da unidade e assim verificar a eficiência do trabalho e o atingimento dos objetivos;
6) possibilitar a criação de cenários, estimando antecipadamente a realização das metas e com isso prevendo planos de ação ou modificação da forma como se desenvolve o trabalho.
 
 
O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), representado pela Promotora de Justiça Nayani Kelly Garcia, foi um dos entusiastas e apoiadores do projeto, divulgando em seu Informativo Criminal 339, de 04 de março de 2016, a iniciativa e os avanços que possibilitava para uma gestão transparente e efetiva da atividade policial (http://www.criminal.mppr.mp.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1618).
A íntegra do projeto, com:
i) a descrição da situação anterior;
ii) a descrição pormenorizada do projeto, do sistema e das ações adotadas; e
iii) os resultados obtidos;
pode ser encontrado no Banco de Projetos de Inovação em Gestão Pública do Estado do Paraná (http://www.escoladegestao.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1053), digitando no campo "palavra-chave" Rafael Vianna ou o nome do projeto.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"Darfur: tudo é silêncio", conto de Rafael Vianna, é selecionado para participar de antologia

 
Rafael F. Vianna tem mais um conto selecionado para participar de uma antologia organizada por Rô Mierling e publicada pela Editora Illuminare.
O livro "Psicopatas: contos de mentes assassinas" pertence ao gênero terror psicológico e reúne contos sobre psicopatas, crimes e mortes.
 
Com o conto "Darfur: tudo é silêncio", Rafael Vianna relata a história de um soldado que combate em Darfur, Sudão, centro do continente africano.
Com uma linguagem forte e direta, o conto provoca mal estar e reflexão, como nas seguintes passagens:
"No fundo, todos os humanos gostam de matar. É curioso lutar para ficar em um mundo como este, o sofrimento do corpo ao buscar um pouco mais de ar, o último tremor antes de algo o deixar". 
"Há tempos que não tenho uma noite para dormir. Estou sempre buscando a certeza de quem irei matar, dos que já matei, dos poucos que poupei. Estou sempre em busca de certezas, mas tenho que ter atenção em cada passo. Eles sempre agem à noite, como pesadelos sem fim a nos culpar. Há tempos que não durmo".
 
O lançamento do livro aconteceu no dia 22/10/2016, no Rio de Janeiro: https://www.facebook.com/illuminareeditora/posts/1045167348933189

domingo, 2 de outubro de 2016

Rafael Vianna publica artigo científico "Sigilo da fonte jornalística e proibição de prova no processo penal"

Acesse o link do livro
Rafael F. Vianna tem um artigo científico de sua autoria publicado no e-book Direito Penal e Política Criminal, organizado por Fábio Roberto D'Avila e Daniel Leonhardt dos Santos e publicado pela Editora da PUCRS. 
O livro surgiu em razão dos trabalhos apresentados no II Congresso Internacional do Instituto Eduardo Correia, no XV Congresso Transdisciplinar de Ciências Criminais e no 6º Congresso Internacional do PPGCCrim, realizados na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, no segundo semestre do ano passado. 



O artigo Sigilo da fonte jornalística e proibição de prova (pp. 620-649) busca (i) compreender se o direito do jornalista de preservar o sigilo da sua fonte de informação, escusando-se de depor ou de indicá-la no processo penal, é uma proibição de prova e (ii) determinar sob quais fundamentos e a partir de quais critérios pode-se, em casos concretos nos quais esse direito colide com outros interesses ou direitos de patamar superior ou de mesma importância jurídica, restringir ou afastar o sigilo jornalístico; ou de outro lado, fazer com que prevaleça.